L. F. DUBOC

Luiz Fernando DUBOC

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Ictiologia de Água-Doce

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Última atualização: CONTATOS

10 de julho de 2009

s comunidades de peixes de riachos, embora não sejam consideradas constituir uma unidade estrutural, certamente integram um conjunto de feições comuns reconhecíveis. Esta afirmação é particularmente válida para os peixes da América Tropical, quiçá também da África, embora possa ser aplicada a diversas outras regiões do mundo.

As feições citadas são de observação comum e incluem aspectos como pequeno tamanho, adaptações especiais à vida em torrentes, ocorrência comum de carnivoria com particular predação sobre insetos e/ou peixes, deslocamentos por pequenas distâncias e ausência de migração, período reprodutivo muito relacionado à sazonalidade (e. g.: no início da fase das cheias na Amazônia, no final da fase das chuvas na Mata Atlântica), aspectos reprodutivos estreitamente ligados aos aspectos abióticos (e. g.: múltiplos picos em fases curtas nos  ambientes de corredeiras, um pico anual em longas fases nos ambientes mais lênticos), altas taxas de crescimento (principlamente no primeiro ano), baixas taxas de sobrevivência e longevidade.

Várias outras caraterísticas poderiam ser ainda citadas, mas creio que as já apresentadas sejam suficientes para caracterizar "um peixe típico de riacho". Melhor é citar os exemplos de fauna típica destes ambientes, a qual inclui normalmente os diversos tipos de lambaris (Astyanax, Deuterodon, Hyphessobrycon, etc.), cascudinhos (Ancistrus, Kronichthys, Rineloricaria, Hemipsilichthys, cambevas (Trichomycterus, etc.) e bagres de porte pequeno (Pimelodella, etc.) a médio (Rhamdioglanis, etc.).

Podem ser considerados riachos todos os pequenos corpos d'água de fluxo lótico, geralmente com rápidas e grandes variações nos parâmetros abióticos e com variações de granulação fina.